Neste ano, o tema foi a colonização do Brasil e o ciclo da cana-de-açúcar
Caça ao tesouro promove interação entre alunos de diferentes séries


Levar a disciplina de História para fora da sala de aula e conciliar a atividade com o conteúdo estudado. Essa é a proposta da “Caça ao tesouro”, projeto desenvolvido há três anos pelo professor Gustavo Gatzke e que surgiu a partir da ideia de uma aluna. Esta edição envolveu estudantes do sexto e sétimo ano e trabalhou com o tema colonização do Brasil e o ciclo da cana-de-açúcar.

Segundo o professor Gustavo, os alunos, principalmente, do sexto ano, pediam durante as aulas a realização de uma prática externa. “Eles queriam ir para o pátio, e eu disse que era possível realizar uma atividade assim desde que estivesse vinculada ao assunto estudado. Foi quando uma estudante sugeriu a caça ao tesouro. Num primeiro momento foi um desafio, mas acabamos desenvolvendo a proposta de que ela seria aplicada pelos próprios alunos para os demais. É curioso que essa atividade teve origem numa necessidade deles, e quando ela sugeriu a caça ao tesouro, resolveu um problema e a ideia encaixou perfeitamente”, conta.

Neste ano, os alunos do sétimo desenvolveram uma sequência de pistas interligadas com o tema do ciclo da cana-de-açúcar no Brasil. Os estudantes do sexto ano, a partir da primeira pista, começaram a busca com o auxílio de um mapa espelhado na estrutura da escola e relacionado com a produção do açúcar. Por exemplo, um lugar foi o canavial, outro a casa de engenho e assim por diante.

“Antes de entregar as pistas também é feita uma breve explicação do conteúdo por parte dos alunos do sétimo. Depois disso, é que eles vão correr pelo pátio da escola para encontrar cada uma das dicas e assim, encontrar o tesouro, que é a parte lúdica desta atividade”, explica Gustavo.

Isabela Frederico Enz Fagá e Theo Saad Lopes já haviam participado da Caça ao Tesouro no ano passado enquanto alunos do sexto. Agora, foram integrantes da turma que organizou a atividade. “Nos reunimos na escola e cada um fez um pouco do trabalho. Gostei bastante, mas achei um pouco complicado porque tivemos que pesquisar muito sobre o conteúdo para a produção das pistas e do mapa”, avalia Theo.

Para Isabela, a atividade foi divertida por envolver outra série e também pelo fato de criar as dicas e o cartaz com o mapa. “Acho que foi bem legal o sexto ano ter participado. Além de procurar as pistas, lanchamos juntos depois com produtos referentes à cana-de-açúcar, como o açúcar mascavo, o melaço. Foi muito bacana ter o momento da produção e depois junto com eles”, salienta.

Além de promover a interação entre as diferentes séries, esta atividade contribui para uma melhor compreensão do conteúdo. Para formular as perguntas e articular com o mapa desenhado, os alunos acabam pesquisando a fundo o assunto abordado. “A caça ao tesouro ajuda muito a visualizar, lembrar e articular o conteúdo. Quando eles contam sobre a atividade é possível notar como houve um esforço e uma relação com a temática, e eu vejo isso de uma maneira muito produtiva”, afirma o professor.